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Rouquidão por mais de duas semanas requer avaliação de otorrinolaringologista

No Dia Mundial da Voz, especialistas do Hospital Otocentro de Londrina alertam para a importância de fazer exames na laringe para cuidar da saúde vocal

"Como regra da Semana da Voz, que se inicia hoje (16/04), Dia Mundial da Voz, sempre recomendamos que uma rouquidão que dura há mais de duas semanas tem que motivar a pessoa a ir ao otorrinolaringologista para examinar as cordas vocais e não mais bater em porta de pronto-socorro, onde a laringe não será examinada por falta de aparelhos específicos", alerta o médico otorrinolaringologista Allex Itar Ogawa, do corpo clínico do Hospital Otocentro de Londrina. Ele reforça que a rouquidão por mais de 15 dias não é normal e precisa de um diagnóstico preciso para o tratamento adequado. 

 

Segundo Ogawa, o ato de não diagnosticar uma doença na medicina e tratar de qualquer jeito pode dar certo se for um quadro viral, mas se não for o paciente pode ter sequelas. "No caso de crises de tosses intensas, o paciente pode ter lesões que aparecem no ataque vocal agudo, que é o pólipo ou granuloma da corda vocal, que são situações, muitas vezes, em que o tratamento é só cirúrgico", revela. 

 

Além de poder evitar intervenções cirúrgicas, o rápido diagnóstico de doenças é crucial para a cura do paciente. Pesquisas revelam que as chances de cura de um câncer de laringe, se descoberto na fase inicial, chegam a 90% dos casos, enquanto que se o diagnóstico for tardio, o percentual é reduzido para 50%. A rouquidão persistente sem motivo aparente é o sintoma mais comum desse câncer e os principais inimigos da laringe continuam sendo o tabaco e o álcool. 

 

A fonoaudióloga Ana Paula Akaishi Santana, do Hospital Otocentro, orienta que atitudes simples no dia a dia previnem problemas com a voz. O primeiro deles é a ingestão de água de pelo menos dois litros ao dia. "Desta forma, as cordas vocais ficam hidratadas, ganham mobilidade, facilitando a emissão da voz", diz. Ela ainda reforça a importância de não ingerir nada que agrida as cordas vocais, como bebidas alcoólicas ou com gases, líquidos muito gelados ou quentes e alimentos condimentados e ácidos que causem azia ou má digestão, procurando evitar o refluxo laringofaríngeo. 

 

Aos profissionais da voz, como professores, radialistas, apresentadores, atendentes de telemarketing e cantores, Ana Paula acrescenta a importância de falar sem esforço, não competindo com outro ruído sonoro, bem como ter uma boa postura corporal para falar, dormir bem e ter uma alimentação rica em frutas, proteínas. "Essas pessoas devem evitar falar por períodos muito longos sem pausas e ingestão de água. É recomendável que, antes de usar a voz continuamente, evitem ingerir chocolate, leite ou derivados e bebidas gasosas. A fonoterapia pode orientar em relação a respiração, postura e como trazer a voz mais para a região da boca, evitando a garganta", conclui. 

 

Como cuidar da sua voz 

  • Não fume 
  • Evite bebidas alcoólicas 
  • Não force a voz, grite ou cochiche 
  • Não agrida a garganta 
  • Evite alimentos que causem azia ou má digestão 
  • Beba muito água fresca ou em temperatura ambiente 
  • Evite ambientes com muita poeira, mofo ou cheiro fortes 
  • Evite falar excessivamente durante exercícios físicos, quando gripado ou com alguma crise alérgica 

 

Sintomas que devem ser investigados 

  • Rouquidão persistente sem causa aparente 
  • Perda da voz 
  • Voz fraca 
  • Cansaço ao falar 
  • Pigarro constante 
  • Dor ou ardência na garganta 
  • Dificuldade para engolir 
  • Dificuldade para respirar 
  • Ferida na garganta que não cicatriza 
  • Tosse constante 
  • Perda de peso 
  • Nódulo ou massa no pescoço 
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